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Em 1956, tomei conhecimento de que um jovem brasileiro chamado Aldemir Martins havia ganho o prêmio internacional de desenho da Bienal de Veneza. Achei aquilo formidável. E pensei: se um artista daqui pode ganhar um prêmio tão importante como esse lá fora e viver de sua arte, eu também posso.
                                                                                                                                 Mabe

Em 1960, Mabe conquistou o Prêmio Fiat na Bienal de Veneza.
Ao falar desta premiação, lembra-se novamente de Aldemir: "Ele tornou-se um grande amigo, um verdadeiro irmão".             E gracejando:

"Nas festas aqui em casa, algumas pessoas nos acham parecidos,
ficam na dúvida se ele é japonês ou eu é que sou nordestino"
.


  Edição do vídeo com Aldemir Martins  
Gravado em 28.02.2002

Eu conheci o Mabe dando um prêmio para ele. E ele era o artista dessa época. Gostava de alegria, gostava de gente. Ele foi o único artista que tinha uma festa no dia do aniversário. Dia 14 de setembro tinha uma festa permanente.
O Mabe criou um estilo de vida.

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A Internet é a mulher da vida, todo mundo quer por a mão, quer pegar, quer ver, quer olhar, e ela tem a possibilidade de fazer tudo isso. A Internet é um museu fácil acessível, que tem biografia. Não é só ver, tem escrito, tem o texto também.
                          Aldemir Martins


Vídeo com Sr. Yutaka Sanematsu
Gravado em 24/07/2002

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"A história começou assim:
Eu conheci o Mabe através de minha mulher. E a minha mulher estudava pintura com ele nos fins de semana...
Devido à muitas atribuições, muitas coisas que eu fazia, já não tinha condições de ficar pedindo para ele assinar isto, assinar aquele documento, daí eu passei a ficar procurador geral dele...
Mas nós vimos muitos quadros dele, ele pintando, conheço muitas obras dele. E a gente, se vir, mesmo depois de trinta anos, quarenta anos, a gente lembra daquele

quadro... Um parênteses aqui..., eu acho que o Mabe foi uma pessoa que tinha qualidades que poucos reúnem em uma pessoa só. Era um bom fotógrafo, era um bom pintor, ele filmava bem, ele escreve bem...
Ele queria aproveitar ao máximo a vida, era uma pessoa de muita paixão pela vida e por tudo...
Eu diria para ele que, não só eu, mas a minha família e todos nós perdemos um grande amigo, uma grande pessoa, que está fazendo muita falta para a gente e temos muita saudade dele..."



Roberto Campos

         Na época que eu estive em Washington, por volta de 1965, sob a assistência da Embaixada Brasileira, o então embaixador Sr. Juracy Magalhães, apresentou-me ao Sr. Roberto Campos que era na época, Ministro do Planejamento.
         Ele comprou a obra que eu pintavada, e aí nasceu nossa amizade. Desde então, durante vinte anos que ele e sua esposa muito têm ajudado. Nas reuniões sociais que ele promovia, sempre apresentava-me a ilustres personalidades de âmbito internacional.
         Quando embaixador em Londres, fui hóspede em sua residência e lá ficava como em minha própria casa. Da longa amizade que nos uniu, aprendi com ele como viver.
                        Mabe

Walter Wey

         A minha primeira exposição no exterior ocorreu em 1960, no Uruguai. Foi ao mesmo tempo, a minha primeira viagem ao exterior, desde que chegara ao Brasil.

Graças a ajuda do Sr. Walter Wey, que era o encarregado do Departamento de Belas Artes na Embaixada do Brasil naquele país, pude realizar a exposição no Museu Nacional de Belas Artes. Lá eu alcancei grande popularidade pelas numerosas obras líricas modernas que expus.
                                     Mabe



Juracy Magalhães

         Por ocasião da mostra "Dez Pintores Nipo-Brasileiros", realizada nos salões da Pan American-Union, em Washington, o então Embaixador Juracy Magalhães, aconselhou-me a permanecer durante um período mais prolongado e pintar um número maior de obras.
Sua intenção era de convidar-me para permanecer na residência oficial da Embaixada e também para apresentar-me à colecionadores de arte nos Estados Unidos.
Fiquei lá 50 dias e, nesse período, produzi muitas obras e fui apresentado à vários colecionadores famosos. Dentre as pessoas à quem fui apresentado não posso esquecer-me de David Rockfeller.
O casal Juracy Magalhães é para mim um casal inesquecível.
                    Mabe




1984 - Wakabayashi, Grassmann, Aldemir Martins,
Nilda, Roberto Marinho, Mabe, Krajcberg.

Mabe e seus irmãos - 1985

Mabe em seu aniversário - 1966


Brunhilda, Toshie, Yoshino, Haru Mabe (mãe), Hiran,
Mabe, F. Matarazzo, Tsuchimoto, Lica e Saemi.


Embora tivesse se naturalizado brasileiro em 1960, era uma notoriedade no Japão, para onde viajava anualmente. Também adorava cantar, e os karaokês nas noites de domingo reuniam toda a família. Eram verdadeiros festivais de canções japonesas, mas sempre havia espaço para a latina "Besame Mucho", no forte sotaque nipônico do artista plástico.


Família Mabe - 1985

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