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Década de 60

Os anos 60 dão início à era da mídia, da comunicação de massa, da voracidade por imagens e ídolos que arrebatam multidões. A arte, a música, o esporte e a moda são pop, a produção é realizada em grandes fornadas para ser engolida inteira por milhares de vorazes consumidores, como as Latas de sopa Campbell, de Andy Warhol e as obras reticuladas de Roy Lichetenstein. A opinião pública ganha importância, a divisão entre capitalismo e comunismo se acirra. A este conflito surdo, de corrida tecnológica e armamentista em tempos de paz, se chamou Guerra Fria. Os anos 60 mostram um vigor esfuziante e uma explosão de juventude em vários aspectos. O jovem se opõe à sociedade de consumo vigente. A moda unissex ganha força com os jeans e as t-shirts de algodão com estampas que expressam um novo modo de ser e de pensar, tal como empunhar uma bandeira, assumir uma causa e tornar isso público vestindo uma camiseta. A contracultura e o pacifismo estão em alta, assim como a minissaia, o rock and roll, Elvis Presley, Londres, Marilyn Monroe, Twiggy e Os Beatles. No Brasil, a Jovem Guarda traz o cabelo na testa e o tom da rebeldia enquanto Os Mutantes falam da contracultura e de viagens psicodélicas. O movimento hippie prega paz e amor e o poder da flor, flower power, do negro, black power e do homossexual, gay power. Natalie Wood, Audrey Hepburn, Joan Baez, Catherine Deneuve, Brigitte Bardot, Wanderléa e Rita Lee representam diferentes faces e estilos de uma nova atitude.
A moda kitsch, retrô e pop foi para a rua no movimento estudantil de 68 e nas passeatas contra a ditadura militar no Brasil. A pílula anticoncepcional surgiu na vida das mulheres que queriam liberdade sexual, igualdade de direitos, salários e decisão. O homem caminhou na Lua e a década terminou com a reunião de 500 mil pessoas, ao ar livre, em três dias de muito amor, música, sexo e drogas no Festival de Música e Arte Woodstock, realizado na cidade de Bethel.

 

Ano

Fatos ocorridos na vida do artista

Fatos ocorridos no Brasil e no mundo

 

 

 

1960
36 anos

Naturaliza-se brasileiro.

Recebe o Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza.
Neste ano, viaja ao exterior pela primeira vez ao estrear uma mostra individual fora do Brasil, a do Museu Nacional de Belas Artes de Montevidéu, e faz sua primeira visita aos Estados Unidos.

Expõe na Galeria Sistina, em São Paulo e no Museu de Arte do Rio Janeiro.

Ilustra os livros Kappa, de Ryunosuke Akutagawa, e Estrela descalça, da Coleção dos Novíssimos, de Lilia Pereira da Silva.

Inaugurada em abril, a capital da esperança apresenta ao Brasil uma cidade planejada pelo arquiteto Lúcio Costa em forma de um avião, em que os edifícios públicos, a maioria projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, formam a fuselagem e os complexos residenciais, as asas.

1961
37 anos

Realiza mostras individuais no Brasil, Uruguai, Argentina, França, Itália e Estados Unidos e de coletivas em Boston e Washington.

 

 

1962
38 anos

Recebe o primeiro prêmio na 1ª Bienal Americana de Arte, em Córdoba, e expõe em várias coletivas de galerias e museus americanos.

Realiza mostras individuais nos Estados Unidos, Itália e França.

Executa suas primeiras tapeçarias.

Enquanto os expressionistas abstratos imprimem suas almas sobre a tela, artistas pop como Roy Lichetenstein, Claes Oldenburg e Andy Warhol usam imagens da cultura de massa para enaltecer a frieza da vida moderna.

É realizada a Copa do Mundo de Futebol no Chile e o Brasil torna-se bi-campeão mundial.

1963
39 anos

Pinta, em São Paulo, painel de 4,75 x 2,87 m para o Banco Crédito Real de Minas Gerais.

Participa da 7ª Bienal de São Paulo, de mostra sobre pintura latino-americana no Peru e faz individual na Galeria Querino, em Salvador.

 

1964
40 anos

Pinta mural de 15 x 10 m, no IPEG, Rio de Janeiro.
Realiza individual em Roma, na Itália, e em Lima, no Peru.

Participa de coletiva do Grupo Seibi no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

O golpe militar atinge em cheio a liberdade de organização política e de expressão.

O trem-bala japonês, entre Tóquio e Osaka, é inaugurado.

1965
41 anos

Participa de coletivas no Brasil, Inglaterra, Áustria, Bolívia, Estados Unidos e Japão.

 

1966
42 anos

Participa da mostra O artista e a máquina — uma iniciativa da indústria de máquinas Olivetti que contou com a adesão de Volpi e vários artistas de renome nacional e internacional — com a obra Alvorada da Indústria, além de coletivas no Museu de Arte Contemporânea/MAC USP, em São Paulo, nos Estados Unidos e México.

 

1967
43 anos

Participa da 9ª Bienal de São Paulo.

Realiza individual no Museu de Arte de Belo Horizonte e Galeria Astréia de São Paulo.

Em 25 de junho acontece a primeira transmissão de televisão via satélite.

1968
44 anos

Concede entrevista à revista Veja — nº 1, 11/09/1968 — sobre seu incentivo aos novos artistas japoneses, sob o título Mabe já faz escola.

Expõe suas obras com outros quatro abstracionistas mais importantes do Brasil — Samson Flexor, Tikashi Fukushima, Kazuo Wakabayashi e Wega Nery — no Banco Nacional de Minas Gerais e realiza individuais no México e Estados Unidos.

É contratado pela Ford, com outros cinco pintores — Aldemir Martins, Di Cavalcanti, Djanira, Aldo Bonadei e Clóvis Graciano — para promover o Corcel de quatro portas e retratar a beleza das linhas de produção e montagem, unindo arte e indústria.

Como forma de protesto pelos altos custos dos materiais artísticos, participa de mostra coletiva de miniquadros com Aldemir Martins, Carlos Scliar, Milton da Costa, Wakabayashi, Frank Shaeffer, Fernando Coelho, Floriano Teixeira, Genaro de Carvalho e outros artistas de primeira linha.

Participa do International Art Festival, em Nova Iorque, Estados Unidos.

Os jornalistas Victor Civita e Mino Carta criam a Veja, revista semanal brasileira publicada pela Editora Abril.

É inaugurado o Masp/ Museu de Arte de São Paulo, em 7 de novembro.

 

Mabe entende que a Olivetti e a Ford abriram um novo campo: “Outras empresas deveriam segui-las e promover seus produtos através dos artistas”.

A década de rebeldia chega ao auge com a manifestação estudantil que exigia liberdade política, econômica, social e cultural.

1969
45 anos

Participa da 10ª Bienal de São Paulo e participa de diversas coletivas em São Paulo, Porto Alegre, Recife e Estados Unidos.

Realiza individuais em Brasil e em Portugal.