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Década de 50

A reconstrução da Europa traz euforia, prosperidade, um novo arranjo geopolítico e a paz. Em época de revoluções tecnológicas e comportamentais, o automóvel se transforma em símbolo de status, luxo e bem-estar, o consumo agora é de massa e todos os sonhos parecem possíveis, até mesmo a conquista do espaço sideral. O cinema vive sua idade de ouro e o filme Cantando na chuva alude aos novos tempos de esperança. O artista norte-americano Jackson Pollock pinta Autumn rhythm com as técnicas do expressionismo abstrato. Nesta década de grandes realizações, é criado o primeiro cérebro eletrônico, projetado especificamente para o uso nos negócios. A indústria japonesa lança o rádio portátil transistorizado produzido em massa. O livro On the road, de Jack Kerouac, faz sucesso e marca a chegada da geração beat, um modo de viver sem compromisso com valores mundanos. A seleção brasileira de futebol conquista seu primeiro título mundial. Divas e pin-ups disputam os olhares do mundo — Grace Kelly, Audrey Hepburn, Rita Hayworth, Ava Gardner, Marilyn Monroe e Brigitte Bardot — enquanto as belas e bem cuidadas donas-de-casa veem surgir modernos aparelhos eletrodomésticos, os cosméticos, as revistas de moda e a alta-costura.

 

Ano

Fatos ocorridos na vida do artista

Fatos ocorridos no Brasil e no mundo

 

 

 

1950
26 anos

Participa da exposição do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e é, pela primeira vez, classificado.

É formado o Grupo Guanabara, cujos membros, na maioria imigrantes italianos e japoneses ou seus descendentes, são artistas que pertencem ao Grupo Seibi e ao Grupo 15. Entre seus fundadores estão Alzira Pecorari, Armando Pecorari, Arcangelo Ianelli, Marjô, Takeshi Suzuki, Tikashi Fukushima, Tomoo Handa, Yoshiya Takaoka e Tamaki.

1951
27 anos

Casa-se com a Sra. Yoshino.
Conhece o Rio de Janeiro.

Participa do I Salão Paulista de Arte Moderna e Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, recebendo medalha de ouro no 1º Salão Linense de Artes Plásticas.

São Paulo abre a primeira Bienal de Arte com a presença de 21 países.

Aos 81 anos, Henri Matisse, mestre da cor e da forma, ganha a Bienal de Veneza.

1952
28 anos

Nascem seus filhos gêmeos Joh e Ken.

Recebe o prêmio Grande Medalha de Prata no 1º Salão Seibi e o de menção honrosa no 47º Salão Paulista de Belas Artes.

É criado o Salão do Grupo Seibi com o objetivo de ampliar o espaço de projeção dos artistas nipo-brasileiros no meio artístico nacional. Além do Salão, outro desdobramento importante foi a formação de associações, como o Grupo 15 e o Grupo Guanabara, surgidos em decorrência da atuação dos artistas do Seibi.

1953
29 anos

É selecionado para a 2ª Bienal de São Paulo.
Recebe a Grande Medalha de Ouro — o prêmio Colônia — no 2º Salão Seibi e o de aquisição, no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.

Esboça tendências abstracionistas.

São Paulo abre sua segunda Bienal de Arte, considerada uma das três mais importantes mostras de Arte Moderna do mundo, com quatro mil obras expostas. A tela Guernica, de Picasso, inaugura o novo espaço projetado especialmente para a mostra, no Parque Ibirapuera.

1955
31 anos

Nasce o terceiro filho, Yugo.

Pinta sua primeira obra abstrata, Vibração momentânea e expõe na 3ª Bienal de São Paulo e no IV Salão Paulista de Arte Moderna.

 

1956
32 anos

Recebe o prêmio Pequena Medalha de Prata no V Salão Paulista de Arte Moderna.

O Brasil tem um novo presidente. Juscelino Kubitschek esboça seu plano desenvolvimentista no primeiro dia de mandato: “50 anos em cinco”.

1957
33 anos

Realiza a exposição de despedida no Clube Linense e muda-se para São Paulo.

Recebe o prêmio Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna.

Começa a ser construída a nova capital federal no planalto central. Brasília é erguida em tempo recorde, uma façanha simbólica, mítica, uma aposta no futuro próspero do Brasil.

 

 

 

1958
34 anos

Recebe os prêmios Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna e o de Isenção do Júri no Salão Nacional de Belas Artes.

 

1959
35 anos

Realiza exposição individual na Galeria Barcinsk, no Rio de Janeiro e participa de coletiva no Museu de Arte Moderna de Paris.

Recebe os prêmios Leirner, no 1º Salão de Arte Contemporânea; Governador do Estado, no VIII Salão Paulista de Arte Moderna; Melhor Pintor Nacional, na 5ª Bienal de São Paulo; Bolsa de Estudos e o prêmio Braun na I Bienal de Artistas Jovens de Paris, e o de Aquisição na exposição dos Artistas Sul-Americano no Museum of Fine Arts, em Dallas.

A revista Time publica a matéria intitulada The Year of Mabe, apresentando o pintor que recebeu o maior número de prêmios naquele ano.